Pesquisar este blog
terça-feira, 27 de novembro de 2012
Pera manca Tinto e branco, uns dos melhores vinhos de nossa adéga !!!
Fundação Eugênio de Almeida
30/10/2011 por crisapx
Fundada em 1963, a Fundação Eugênio de Almeida (“F.E.A.”) é uma instituição auto-sustentável sem fins lucrativos. Ela administra projetos que visam ao desenvolvimento social, cultural e técnico da região de Évora. Em suas propriedades, explora as culturas arvenses, a pecuária, silvicultura e a viticultura. A produção vinícola é realizada na Adega Cartuxa e financia todos os outros projetos.
Hoje em dia, o antigo posto jesuíta, onde já em 1776 funcionava um importante lagar de vinho, recebe visitantes enófilos do mundo inteiro para as degustações que devem ser agendadas com antecedência e variam da mais simples à mais refinada.
Conduzidos pela guia credenciada pela F.E.A., Ana Santos, a visita inclui dois vídeos exibidos em diferentes momentos, um passeio pelas salas e corredores um dia habitados pelos monges cartuxos, uma experimentação aromática e, por fim, a degustação em si. Enquanto vamos atravessando corredores ladeados por grandes tonéis de carvalho (ainda usados pela empresa) e salas que guardam antigas instalações vinícolas como as ânforas argelinas e as imensas cubas de concreto revestidas de resina (testemunho de um passado recente), ouvimos as explanações da Ana, tendo de fundo o som celestial do canto gregoriano.
A originalidade da visita surge no momento por eles denominado de “experiência aromática”, que eu chamaria de “degustação olfativa”. Fizemos aí uma parada diante de um painel contendo fotos das principais uvas por eles cultivadas e seus respectivos aromas apresentados em essências elaboradas pela própria empresa. Foi uma prazerosa brincadeira em que íamos descobrindo toda a complexidade aromática de uvas como a Trincadeira, a Aragonez, a Castelão, Antão Vaz e a Alicante Bouchet.
O Pêra-Manca tinto é o vinho mais caro produzido pela F.E.A. na Adega Cartuxa. É feito somente nos anos de boa safra, atendendo a um elevado grau de exigência na qualificação das colheitas que precisam ser de qualidade exepcional. O primeiro Pêra-Manca tinto da F.E.A. foi produzido em 1990. De lá para cá, em 21 anos, foram produzidos apenas 10 safras do Pêra-Manca. Por aí se entende por que é bem difícil ser encontrado e por que seu preço é diferenciado na categoria. O Pêra-Manca branco é também muito bom, porém, não goza do mesmo prestígio.
A F.E.A. produz ainda, os vinhos da linha “Cartuxa”, o Scala Caeli (de produção muito pequena, feito todos os anos com as melhores castas da safra que não sejam típicas do Alentejo) e o E.A., muito popular aqui no Brasil. Todos, vinhos de qualidade respeitável.
Ao final da visita, a degustação dos vinhos (Pêra-Manca tinto e branco) simpaticamente acompanhada de pãozinho, fatias de queijo de cabra, fatias de “enchido” (embutidos), água e provas de seus três azeites (o “Álamos”, o “Cartuxa” e o “E.A.”).
Avaliação dos vinhos:
1. Pêra-Manca branco, safra 2009
Castas: Antão Vaz e Arinto
Teor alcoólico: 13,5% vol.
Região: Évora-Alentejo
De coloração amerelo-ouro claro, límpido e brilhante, o vinho liberava intensos aromas de frutas exóticas e mel; em boca, seco, um toque amanteigado e notas de amêndoas, revelando bom corpo, acidez extremamente agradável e final persistente.
2. Pêra-Manca tinto, safra 2007
Castas: Tricadeira e Aragonez
Teor alcoólico: 14%
Região : Évora-Alentejo
Com intensa coloração rubi escuro, aroma de frutos negros maduros, toque de madeira, em boca, seco, os frutos maduros, notas de especiarias, bom corpo, estrutura balanceada, revelando taninos delicados e final de longa persistência.
Não poderíamos deixar de tecer aqui um breve comentário sobre os azeites apresentados:
1. “Álamos” – elaborado com dois tipos de oliva, é utilizado de várias maneiras: cozinhar, assar, temperar; bem versátil e saboroso.
2. “E.A.” – utilizado em pratos mais pesados, como carnes vermelhas, é um azeite forte e picante.
3. “Cartuxa” – elaborado com um único tipo de oliva, é delicado e suave; ultizado para saladas, peixes cozidos e massas frias.
O nome Pêra-Manca é uma curiosidade à parte. Conta-se que deriva do toponímico “pedra-manca”ou “pedra oscilante”- uma formação granítica de blocos arrendondados em desequilíbrio sobre rocha firme.
Visitar a Adega Cartuxa foi uma experiência inesquecível que nos permitiu compartilhar da generosidade alentejana e da história de um grande vinho.
Maria Uzêda
Fone : 3256-6333
E-mail : edsonmpaula@yahoo.com.br
O La Romanée-Conti, o mais maravilhoso dos Pinot Noir !!!
A passagem do cometa Romanée
Há vinhos para o dia-a-dia, há vinhos para ocasiões especiais e outros que são como cometas - passam por nossas vidas uma vez a cada século. Assim é o maior mito entre os vinhos, o La Romanée-Conti.
Por Marcello Copello
O La Romanée-Conti é o vinho mais cobiçado do mundo. Uma lenda. Sua história de onze séculos se confunde com a da Borgonha, uma das mais antigas e importantes regiões vinícolas do Planeta. A denominação La Romanée é uma referência aos romanos que, ao chegarem à Borgonha, já encontraram videiras plantadas. Em 1131, o duque da Borgonha cedeu suas terras (incluindo este vinhedo) ao mosteiro de Saint-Vivant. Desde então, La Romanée teve apenas nove donos.
Em 1760, o já famoso vinhedo foi vendido para Louis-François de Bourbon, o príncipe de Conti, que teve de disputar sua compra com madame Pompadour. O príncipe, amante das artes e dos vinhos, destinou toda a produção ao seu consumo pessoal. Em 1793, Conti foi preso pela Revolução. A denominação Romanée-Conti, ao contrário do que se pensa, só surgiu em 1794.
Em 1911, La Romanée-Conti foi adquirido pela família Villaine, atual proprietária. Até 1945, as vinhas eram pé franco - raízes originais européias. Durante a II Guerra, os produtos químicos e a mão-de-obra necessária para proteger o vinhedo da phylloxera - praga que ataca as raízes - sumiram. As vinhas definharam e foram arrancadas; foram plantados enxertos (cavalos) ou raízes americanas enxertadas, resistentes à praga. O vinho deixou de ser produzido de 1946 a 1952. Romanée-Conti de safras até 1945 vale fortunas.
A DRC produz, além do vinho que lhe dá nome, os também raros e caros: La Tâche, Richebourg, Grands Échézeaux, Échézeaux, Romanée-St-Vivant e o Le Montrachet, o único branco. Para um país em desenvolvimento como o Brasil, ocupamos a expressiva posição de 10º mercado mundial desses vinhos, e maior importador da América Latina, com 1,3% da produção total, o que representa cerca de 80 caixas por ano.
A Expand Castelo, uma das franquias cariocas desta que é a importadora exclusiva dos vinhos da DRC para o Brasil, promoveu recentemente uma rara degustação: uma horizontal da DRC. Degustações horizontais são aquelas com vários vinhos de uma mesma safra, no caso a de 2000, e os vinhos Échézeaux, Grands Échézeaux, La Tâche e Romanée-Conti.
São garrafas disputadíssimas no mundo inteiro, apesar de serem para poucos. Analisando o catálogo de preço desses vinhos, conclui-se que é também um investimento. Uma garrafa de uma boa safra pode quadruplicar em dez anos o seu valor em dólar.
Vale quanto pesa?
E o vinho em si, vale o que custa? É caro porque é famoso ou é famoso porque é caro? Costuma-se dividir os apreciadores de vinho em dois grupos: os que já o provaram e os que não. Já se descreveu o Romanée-Conti como “o encontro do cetim com o veludo”, ou ainda, como “uma mão de ferro em luva de veludo”, por aliar estrutura à maciez. Robert Parker, crítico de vinho notório por sua análise fria e precisa, escreveu: “Aromas celestiais e surreais...”. A seguir confira as minhas impressões dos quatro vinhos da DRC provados, todos da safra de 2000, 100% elaborados com a uva Pinot Noir de cultivo biodinâmico, amadurecidos 15 a 20 meses em barris de carvalho, com 13% de álcool.
O Cometa Halley passou por aqui duas vezes, em 1910 e em 1986. O bólido Romanée ofuscou os céus de minha boca pela primeira vez em 2001, degustado ao lado do próprio Aubert de Villaine, proprietário da DRC. A segunda memorável vez foi hoje. O Halley passará de novo apenas em 2061... Espero não ter que esperar tanto pela próxima visita do Romanée-Conti!
DRC Échézeaux 2000 (R$ 998). Rubi claro na transição para granada, muito límpido. Ótimo ataque aromático (o mais intenso e aberto da noite, desde que foi colocado na taça). Boa complexidade com especiarias doces, violetas, frutas maduras, pelica, cogumelos secos, couro novo, chocolate amargo, a madeira está lá, mas não se impõe. Paladar de médio corpo (o menos encorpado da prova), bastante seco, taninos presentes, mas macios, equilibrado e elegante com acidez agradável. O mais pronto da noite. Excepcional persistência.
DRC Romanée-Conti 2000 (R$ 8.500). Em muitas safras o RC é superado pelo La Tâche, mas em 2000 a hierarquia se manteve. Rubi claro, com reflexos granada. No nariz foi o mais compacto, um bloco de aromas que foram se abrindo na taça por muito tempo. Perfil aromático limpo e complexo, com um pouco de tudo, frutas (cereja, morango muito maduro), flores (lavanda, violetas, rosas), toques de terra molhada, couro novo, madeiras diversas, tostados, mineralidade destacada. Paladar estruturado, muito seco, acidez marcante taninos presentes, finíssimos e macios. Excepcional persistência. O RC foi se impondo ao longo dos minutos na taça como o melhor da noite, confirmando a expectativa. Um vinho inesquecível.
DRC Grands-Échézeaux 2000 (R$ 1.750). Rubi claro (o mais claro de todos) com reflexos granada, muito límpido. Nariz com médio ataque (ainda um pouco fechado), refinado e austero. Lembra frutas negras frescas, florais, trufas, tostados, sottobosco. Com o tem tempo na taça mostrou minerais personalíssimos. Paladar bastante seco e sério, com acidez e taninos de raça ainda a se definir, boa profundidade. Embora esteja excelente é o que mais prescinde de tempo de garrafa e o que dá menos prazer hoje, sugiro guardar ao menos um par de anos antes de abrir. Excepcional persistência.
DRC La Tâche 2000 (R$ 2.700). Rubi claro, com reflexos granada. Médio ataque no nariz, ainda um pouco fechado. Perfil aromático exprimindo mais força, elegância e complexidade, do que a exuberância e as frutas do Échézeaux. Compacto no nariz, mostrando especiarias, couro, café, frutas negras maduras, alcaçuz, terra molhada, madeiras. Evoluiu muito na taça, abrindose em minerais como alcatrão e petróleo (bem aparentes no aroma de boca). Paladar estruturado, profundo e bem integrado/equilibrado, com taninos finíssimos e bem presentes. Embora ainda devam evoluir muito, os taninos já estão macios. Excepcional persistência.
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
Angélica Zapata Alta Cabernet Sauvignon, em uma super promoção!!!
Angelica Zapata Alta Cabernet Sauvignon,em uma super promoção no Pão da Primavera.
De R$ 99,90 por R$ 84,90 .( Enquanto tiver estoque )
Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1411 Taquaral ( Atras da CPFL )
Fone: 3256-6333 Edson
sexta-feira, 28 de setembro de 2012
Venha você também participar da segunda confraria do pão da primavera Campinas SP
Venham vocês também participarem da segunda confraria do Pão da Primavera Campinas SP
Data 18/10/2012
Horário : 20:00 as 22:00
--Vinhos a serem degustados e pratos
Bocabella Chardonnay - Brusqueta Tradicional
Grãdum Carmenene - Pizza Oriental
Invasor Malbec / Aspirant Bouchet - Pizza Pesto
Alto las Tacas Torrontes - Pizza de banana flanbada
Pãozinho italiano e aguá sem gas
--Palestrantes
Sommelier Edson Paula
Marcelo Cristianini
Convites R$ 60,00 por pessoa ( limitado )
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Primeira confraria do Pão da Primavera, com vinhos Israelenses Yarden,
Boa noite, amigos !
Convido a todos que gostam de provar e conhecer um pouco mais de vinhos a participarem da nossa confraria, no dia 30/8 as 19:00 no pão da primavera em Campinas SP .
Os vinhos a serem degustados serão os Israelenses; espumante Ganla com uma Tabua de frios como entrada, branco Yarden Chardonnay com uma pizza 4 queijos, tinto Yarden Mount Hermon com uma pizza pesto e Yarden Muscat com uma pizza de brigadeiro com morango
Sera servido uma água sem gás também .
Preço R$ 30,00 por pessoa .
Ingresso Limitado .
Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1411 ( ATRAS DA CPFL )
Fone para contato : 3256-6333 Edson ou João .
Grato,
Edson Paula
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Pato Frio Antão Vaz, o vinho da degustação de hoje no Primavera !
O nome Pato Frio surge de um momento de agradável descontração, em uma manhã com temperaturas muito baixas, porem um dia lindo e ensolarado nasce nosso Pato Frio com um nome alegre mas que ao degustarmos se apresenta um vinho muito sério e elegante.
Associada a brincadeira que o nome expressa a própria imagem da garrafa é descontraída e elegante.
Um legitimo DOC alentejano, elaborado com muito cuidado e carinho assim como todos os vinhos desse cuidadoso e apaixonado produtor, seus vinhos são assinados pelo renomado enólogo Paulo Laureano.
A linha de brancos Pato Frio é:
Pato Frio Grande Escolha, variedade: Antão Vaz.
Pato Frio Antão Vaz, variedade: Antão Vaz
Pato Frio Seleção: Blend Antão Vaz, Siria, Perrum e Rabo de ovelha.
VAZ Reconhecimento: commended medal (Menção Honrosa) Decanter World Wine Awards 2012, Recomendação no Ultimate Beverage Chellenge (EUA)
Comentário do Cristianini: Um branco ( DOC Alentejo) muito elegante e delicado, elaborado a baixa temperatura controlada. É fresco e nobre combinando perfeitamente com nosso clima, um branco totalmente distinto e exclusivo assinado por Paulo Laureano.
Produtor: Ribafreixo Soc. Agricola
Tipo: Branco
Região: Alentejo/Vidigueira
País: Portugal
Uvas: Antão Vaz
Graduação Alcoólica: 13,5%
Temperatura de Serviço: 9°C
Harmonização: Frutos do mar, mariscos, saladas de salpicão, massa parisiense (levemente cítrica ou agridoce).
Estimativa de Guarda: até 4 anos.
Conteúdo: 750 ml
Hoje dia 24 de agosto as 19 : 00 na Rua Jorge Figueiredo Corrêa, 1411, Taquaral ( ATRAS DA CPFL )
Fone : 3256-6333
Grato, amigos,
Edson Paula
Sommelier
Assinar:
Comentários (Atom)





